Por enquanto, a prioridade da reitoria da universidade é tentar terminar as aulas ainda no primeiro semestre de 2013, para então começar as matrículas do segundo semestre. “Na próxima quarta-feira, às 9h, no auditório da reitoria, a universidade definirá, através do seu conselho, a programação das atividades dicentes e de aulas. Os estudantes e seus familiares devem permanecer tranquilos, confiantes de que usaremos o bom senso na reprogramação das atividades, com vistas a garantir a qualidade da formação acadêmica da UFPE, que é de excelência”, afirmou o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro. O estudante de Ciências Biológicas Antônio Félix é um dos afetados pela greve, e só deve receber seu diploma no próximo ano. Ele se mostra animado com a volta às aulas: “A gente volta com força total pra terminar o curso. Eu quero mesmo é me formar, para entrar no mercado de trabalho”.
A aluna Sergiane Alves, do curso de Serviço Social, defendeu os professores: “Eu não me senti prejudicada em momento nenhum. Na verdade eu estava do lado da luta dos professores, então, para mim, é só aguardar o que vai acontecer agora”.
A greve começou no dia 17 de maio, e terminou com a decisão dos professores de aceitar as propostas do Governo Federal da revisão do plano de cargos e carreiras e de aumentos salariais, que variam de 25% a 40%, dependendo do grau de qualificação do docente. “A partir do dia 17 de setembro nós retomamos todas as atividades na UFPE. Vamos repor as aulas e todas as atividades acadêmicas paralisadas com qualidade, que é o compromisso que a gente tem com a sociedade e os estudantes”, afirmou o presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), José Luís Simões.
Rural
Enquanto isso, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) segue com a paralisação. De acordo com o presidente da Aduferpe, Cícero Monteiro, uma nova assembleia está marcada para a próxima semana: “Nós estávamos fazendo assembleias sempre às sextas-feiras, mas essa semana, por ter o feriado no dia 7, e por hoje ser véspera de feriado, atendemos os pedidos de várias pessoas, deixando a assembleia para a terça. Será um momento de avaliar se a gente deixa a greve ou se continua nela”.
g1
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